Gestão de Regras de negócio para o sucesso no desenvolvimento de softwares


O esperado sucesso no desenvolvimento de um novo projeto de software se dá, não somente com software rodando sem erros, mas a sua plenitude é alcançada com a satisfação que este proporciona para o cliente, ou seja, a satisfação esta atrelada ao fato do software atender as expectativas dos seus futuros usuários, cumprindo por completo os objetivos inicialmente propostos. Logo, a engenharia de software tem esse papel, levar o desenvolvedor a criar softwares focados no que o cliente precisa, com agilidade, tanto na entrega quando no desenvolvimento. Portanto, devemos buscar reduzir estes erros por meio de uma profunda análise, a qual, segundo Dallavalle e Cazarini (2000), quando são feitas de maneira errada, elas “são responsáveis por 50% a 60% de todos os erros do software”, e que, portanto, devemos dar mais atenção a este processo de análise, reduzindo assim os custos com desenvolvimento e manutenção. Logo, esse pequeno texto, tem como objetivo fazer introdução, mesmo que de forma bem reduzida, sobre as regras de negócio que, como o título já demostrou, tem impacto representativo no sucesso do desenvolvimento por estar ligada também as expectativas do cliente para com o software.

Regras de negócio podem ser entendidas como “políticas que definem e descrevem ações do negócio” (Azevedo at al, 2009). Logo, os dados e informações de uma empresa devem ser considerados como ativos, e consequentemente, as “regras de negócio também vêm sendo vistas […] como ativos da organização por possuírem informação sobre como o negócio da organização está estruturado e como ele deve se comportar, o que faz com que surja a necessidade de gestão destas regras” (Azevedo at al, 2009).

Desta forma Nelson et al, (2014):

propõem oito passos para um ciclo de vida de gestão de regras de negócio (BRMLC – Business Rule Management Life-Cycle), os quais são: (1) alinhamento/planejamento dos domínios de regras de negócio dentro do modelo de dados e estratégia da organização; (2) capturar regras das diferentes fontes; (3) organizar as regras; (4) autoria de regras; (5) distribuir (ou compartilhar) as regras, depois que estas foram armazenadas e geridas em um repositório central; (6) testar as regras para interoperabidade; (7) aplicar as regras para automação; (8) manter as regras. (Nelson et al, 2014)

Estudos como o Business rules management in healthcare: A lifecycle approach escrito por Nelson (2014) e Sen (2014), se aprofundam nas BRMLC (Business rules management life cycle), em que os autores concluem que a gestão das regras de negócio, utilizando a abordagem de ciclo de vida, inclui maior flexibilidade, melhor controle, maior qualidade e velocidade de implementação e gerenciamento, ou seja, a empresa pode responder com maior rapidez as mudanças nas regras de negócio, a qual, em determinadas área de negócio, essas mudanças são corriqueiras e imprescindíveis. Logo, para demostrar esta ideia, foram feitas analises relacionadas a mudanças nas regras de negócio com empresas voltadas para as áreas farmacêuticas, a qual, devido a legislação, podem sofrer mudanças em suas regras de forma rápida, com o intuito de atender uma regra específica vigente. E como já citado anteriormente, a BRMLC proporcionou maior flexibilidade para a gestão.

Se conclui portanto que, amparados pela pesquisa, a BRMLC tem seus pontos positivos e pode contribuir para uma melhor gestão das regras de negocio. Contudo, estudos mais aprofundados devem ser feitos para garantir a sua eficácia, aplicando a mesma em situações reais para a coleta e análise de dados.

Referências

AZEVEDO, L. G. et al. Conceituação em BRMS. Rio de Janeiro, Petrobras, TIC-E&P/GDIEP, 2009.

DALLAVALLE, Silvia Inês; CAZARINI, Edson Walmir. Regras do Negócio, um fator chave de sucesso no processo de desenvolvimento de Sistemas de Informação. ENCONTRO NACIONAL DE ENGENHARIA DE PRODUÇÃO, v. 20, 2000.

NELSON, Matthew L.; SEN, Ravi. Business rules management in healthcare: A lifecycle approach. Decision Support Systems, 2014.